Finalizámos a entrega do campeonato ontem ao empatar com o Rio Ave.
Nada de extraordinário, tendo em conta o doloroso trajecto neste campeonato em que tivémos TUDO para ser campeões: jogadores acabados de chegar e que se integraram rapidamente no onze titular (Artur, Garay, Witsel, Nolito, Rodrigo), futebol com "nota artística", o muitas vezes raro pragmatismo para esquecer a nota artística e jogar para o resultado, adversários na luta para o título com evidentes fragilidades.
Tudo isto contribuiu para os cinco pontos de vantagem, o que deveria ter sido um tonificador para a performance da equipa. Poder-se-ia dizer que tivémos o pássaro na mão.A dura realidade é que viémos a ceder inexplicavelmente em toda a linha.
A arbitragem, mesmo com as muitas falhas e omissões que teve, não explica todo este descalabro.
Recordo por exemplo o inadmíssivel, pela forma pretensiosa e arrogante como estivémos em campo, comportamento da equipa no jogo em Guimarães, numa altura em que tínhamos tudo a nosso favor mas nada estava ganho.
Para o ano a prioridade deve ser manter o grosso do plantel, acrescentando no mínimo dois novos laterais e um central.
Acerca do treinador... Creio que JJ devia ser mantido (não vejo a limpeza de balneário como uma estratégia a seguir), mas é necessário que a estrutura do futebol benfiquista passe a JJ a mensagem, ou seja, que a sua teimosia no jogador A em detrimento do jogador B raramente tem dado frutos, e independentemente de quem tenha sugerido a sua contratação se um jogador faz parte do plantel do Benfica deve ter uma oportunidade de lutar pela titularidade.
PS: Li agora que LFV não esteve no jogo de ontem por "estar no estrangeiro".
Cabe ao Presidente do Benfica dar a cara nos bons e nos maus momentos. Infelizmente, Vieira tem sido mais visível nos (poucos) bons momentos do que nestes.
Mas primeiro um parágrafo sobre Jesus. Um elevado conhecimento táctico não significa, necessariamente, uma desmesurada capacidade cognitiva. Se assim fosse, o Jorge já teria percebido que a sua obstinação lhe cortará, rasa, uma carreira que se deseja ambiciosa. Fala-se naturalmente de Emerson e Gaitan, filhos pródigos da sua teimosia. Os disparates são contínuos e recorrentes, mas não há erro que se lhes não perdoe. Isso já tramou Jesus no passado. Tramá-lo-à novamente este ano. Tenho pena: Jesus é bom e assentar-lhe-ia bem um lugar na História. Não creio, porém, que seja suficientemente inteligente para consegui-lo, sobretudo porque há mais coisas entre o balneário e as bancadas do que alcança a sua perseverante teimosia. O futebol, em todo o seu relativismo, rege-se por um princípio absoluto: quem não sabe jogar, não tem lugar. Temo que o Jorge já não vá a tempo de entendê-lo.
Falemos então de História e recordemos Maria Antonieta. Sendo certo que a frase "não têm pão, comam brioches" lhe é erroneamente atribuída, é inegável o valor do evento como parábola. A lição é simples: quem goza continuamente com o povo, acaba guilhotinado. A versão corriqueira remonta aos tempos de Cristo, envolvendo igualmente um Rei, o Herodes, que, fazendo uso de uma conjunção coordenativa, habilmente terá esclarecido que não é boa ideia falar demasiado. Vai valendo a, digamos, gente da estirpe de Pedro Proença, que Portugal seja, até ao momento, um país dito "de brandos costumes". Numa democracia um pouco mais irascível, como a Grécia, em momentos de elevada tensão social, como o actual, entidades como o árbitro do jogo de hoje necessitariam de protecção policial contínua, reflexo do caos reinante e da profunda desconfiança com que é observado o sistema institucional vigente, a começar pelo que aplica a justiça. Em linguagem da taberna: o pessoal sente-se gozado, fica lixado e, sem ninguém que o defenda, distribui galhardamente uns tabefes.
Não será por isso de estranhar que óperas bufas (e "bufas", neste contexto, assume um sentido equívoco), como a que protagonizou hoje Pedro Proença, lhe possam custar, no futuro, um pouco mais do que dois dentes. Não pela sua gritante incompetência para a prática da arbitragem ou até pela constante e daltónica capacidade de prejudicar sempre o mesmo clube, naquele que é um exercício obsessivo digno de figurar nos anais da História e, se possível, também na Avenida do Brasil (na pretensão, para alguns ingénua, de que o prejuízo nunca implica dolo ou, sequer, negligência). Mas porque o povo está cansado de ser gozado e Proença se passeia por "shoppings" (como diz uma certa casta de provincianos) como D. Carlos pelo Terreiro do Paço.
Esta comparação (e, por atacado, este raciocínio), padece porém de duas lacunas graves: primeiro, seriam necessários épicos níveis de idiotia para alguém se deixar arruinar por causa de um pateta que poderia reinar, no máximo, sobre uma roulote de farturas. Segundo, porque como a História demonstrou, as monarquias caem com os reis, não com os bobos. Pratiquemos por isso a paciência, apoiando-nos nas sábias palavras de Morpheus: "tomas o comprimido azul e acaba tudo aqui". There's only so many blue pills...
Tenho sempre vontade de voltar
nas vesperas de jogos com o Foculporto. Estou em crer que me impele mais o imperativo
etico (esquecam a filosofia) de contribuir para o combate a uma (alegada) corrupcao que
uma real vontade de escrever sobre futebol. Sera esta a diferenca entre o classico
e o derby. No derby, falamos sobretudo de bola. No classico, esse costuma ser o
tema menos frequente. Nao e por acaso. Basta uma passagem pelos principais
blogues portugueses para compreender que a natureza do classico e mais do foro criminal
que do desportivo. Nos, os benfiquistas, nao nos cansamos de sublinhar as
escutas e toda a gastronomia envolvente. Os adeptos do Foculporto nao se cansam
de nega-las. Perdao, erro. Negacao nunca houve realmente (excepto por parte de
um ou outro lunatico com surdez profunda). O que se le, normalmente, sao
retaliacoes baseadas em duvidosos conhecimentos de Historia (ah, o Estado Novo
ao servico do desporto!) e tentativas – bem sucedidas – de denegrir a
personalidade de terceiros que tiveram a audacia de, imagine-se, aplicar a lei.
Reconheco, compreendo e tolero a
irracionalidade, a que alguns chamam “paixao”, que rodeia os acontecimentos
futebolisticos. Costumo, alias, dizer que os jogos do Benfica sao os meus noventa
minutos de barbarie semanal, sem a qual, bem entendido, padeceria de uma
sociopatia ainda mais exacerbada. Ainda assim, e inevitavel a imposicao de
limites. Os meus estao na legalidade. Especifico: nao na legalidade do jogo per
se. Aceito ocasionalmente golos marcados com a mao, foras-de-jogo mal
assinalados, amarelos e vermelhos esquecidos, desde que a intencionalidade
fique de fora. Abomino a ideia de higienizar um jogo com “novas tecnologias”. A
falacia da “verdade desportiva” deve continuar a ser um exclusivo de desportos
de emocao contida e calculada como o tenis e o rugby.
Todavia, a intencionalidade, e
tudo aquilo que diga respeito a legalidade para alem do jogo, ultrapassa os
meus limites. O que se viu em Coimbra foi um exemplo. E muito complicado acreditar –
ainda que, para efeitos de um processo judicial, tal seja possivel – que tudo
aquilo tenha sido apenas fruto de absoluta incompetencia, nao so de quem apitou, mas
sobretudo de quem deixou apitar. E por isso que nao discuto com adeptos
portistas. Nao tanto para evitar descer ao seu nivel (sera que alguem sabe
realmente que nivel tem um protozoario?), mas para evitar entrar em territorios
que so nao sao inospitos porque la costumam habitar os adeptos do Foculporto.
Refiro-me a uma dimensao de legalidade paralela onde a prova se
refuta, ou pela ausencia de discussao, ou pelo ataque pessoal rasteiro. E
uma dimensao que pretence naturalmente ao dominio do fantastico, mas,
curiosamente, nao ao do insano. Os adeptos do Foculporto, ao contrario do que
gostam de fazer crer, sao perfeitamente imputaveis, no sentido em que sabem
distinguir o que e social e legalmente correcto e o que nao o e.
Como agir, portanto, com quem
aceita comportamentos alegadamente a margem da lei? Ja que quem a executa se eximiu, por
razoes exclusivamente formais, de faze-lo, impoe-se-nos, dentro de campo,
restabelecer os limites necessarios a pratica de um futebol desportivamente imperfeito,
mas legal e eticamente sao. Para isso, mais do que vencer, e fundamental
massacrar. Porque o que uma vitoria conquista, um massacre regenera.
É já sexta feira que jogamos aquela que será a final do campeonato. Bem sei, bem sei: são só três pontos, um jogo nao decide competições, enfim, a ladainha do costume. A realidade que todos conhecemos é que um novo golpe, e logo contra o Fóculporto, os deixará inapelavelmente mais fortes e, consequentemente, acabará com as nossas esperanças de sermos campeões. É fundamental que prestem atenção ao "nossas", porque também vos diz respeito. Na semana em que o Benfica celebra o seu centésimo oitavo aniversário, não será demais relembrar que a equação que dá vida ao Benfica se faz da soma de cada um dos seus adeptos. Há cem anos como agora. E somos tantos, rapazes, sobretudo quando, de muitos, fazemos um. Não se enganem, meu caros: é nesse momento que o Benfica atinge a sua máxima plenitude, o seu pico de grandeza, a sua eterna glória. Também erramos, sim, mas só porque exigimos o máximo daqueles que representam, mais do que um século de história, um século de gente. Gente anónima, gente da rua, gente da praça, gente fabril (e febril), os operários, os pedreiros, os empregados, gente que, na ausência de posses, ergueu a mística e, logo de seguida, duas Catedrais para louvá-la. Gente que não vive somente o Benfica, porque o é. Somos nós que lá estaremos sexta-feira. Nós, que pouparemos ainda um pouco mais para lá estar. Nós, que traremos mais Benfica nos ventres, entre os braços, aos ombros, pela mão. Nós, que vergados ao peso da austeridade e à inevitabilidade da História, lutaremos até ao fim para preservar o que há cento e oito anos temos vindo a construir e, sobretudo, a conquistar. Temos em vós os nossos capatazes, mas, sobretudo, os nossos guerreiros, a nossa armada invencível, a nossa ínclita inspiração. Só a vitória, por isso, não nos chega. Queremos um troar uniforme de revolta, uma sublevação jogada, uma confiança indómita e inabalável. Queremos um massacre. Seremos a segunda, a terceira, a milésima vaga. Que não vos faltem as pernas. Que não vos falte o fôlego. Que não vos falte o ânimo. O Benfica jamais vos faltará.
Contratar o Yannick e emprestar o Ruben ao Amorim parecem-me duas decisões erradas.
Amorim porque reforça um clube que nos tem sido aberta e frontalmente hostil, e o Yannick porque não o vejo com potencial para reforçar a equipa, por mais posições que faça.
Necessitávamos muito mais de um lateral esquerdo do que um novo atacante.
"Fica bem de encarnado Finta por todo o lado Nolito! Nolito!"
PS: A renovação de Maxi por mais 3 anos já é oficial.
Excelente notícia. Agora, só peço o tal lateral esquerdo.
Este Natal não tenho muito para pedir.
Gostava que me trouxesses um defesa esquerdo que não me pregue sustos a cada jogo que vejo. O Emerson é esforçado, mas eu também sou e não tenho lugar no onze do Benfica.
Não foi só nas bancadas do estádio AXA que faltou a luz.
De algum tempo para cá tenho notado uma quebra no rendimento da equipa, especialmente notória após o jogo com o Olhanense, tendo-se manifestado novamente em Basileia.
Ontem vi uma equipa curta, com poucas (enquanto AImar esteve em campo na sua posição) ou nenhumas ideias.
E começo a ficar preocupado com esta falta de luz.
Será que não é transitória?
PS1: A Pedro Proença não faltou a luz. Não vou discutir o penalty contra nós, porque já beneficiámos de penalties semelhantes. Mas não marcar penalty no agarrão / derrube contra Luisão é grave.
PS2: O comunicado do Javi acerca dos alegados insultos racistas está impecável! O "trancinhas" atingiu um novo ponto baixo.
"São episódios como este que desprestigiam e empobrecem o desporto, em geral, e o futebol, em particular. Nada justifica este tipo de actos e atitudes, porque eles reflectem o pior lado de quem perdeu qualquer tipo de valores.
Ao árbitro Pedro Proença, o Sport Lisboa e Benfica deseja transmitir uma inequívoca palavra de solidariedade, manifestando-lhe, igualmente, o desejo de rápidas melhoras, esperando que a Justiça aja de forma célere."
Achei um negócio estranhíssimo, pelos valores envolvidos e por ter sido com um clube que pediu em Junho protecção judicial. Quase de certeza que estamos a falar de um valor contabilístico, ou seja, deve estar em causa um acerto de verbas do negócio Aimar e outra parte em dinheiro. Mas a compra por 8,5M€ também tinha sido estranha, por isso fecha-se o círculo.
Artur, Eduardo, Mika, André Almeida, Wass, Léo Kanu, Miguel Vitor, Garay, Emerson, Capdevilla, Rubén Lima, Matic, David Simão, Nuno Coelho, Witsel, Bruno César, Enzo Pérez, Urreta, Nolito, Rodrigo Mora, Nélson Oliveira, Rodrigo, Melgarejo... E ainda me devo ter esquecido de 2 ou 3. Andamos mesmo a brincar com isto.
Apesar de poder parecer uma conversa acerca de Roberto, não é. É acerca de Eduardo, possível "reforço" para a baliza. Tenho as minhas dúvidas que isto seja uma boa solução...
No final deste ano, já estou a ver o discurso do Vieira para a nova época: "Tenho de dar um murro na mesa! Nesta nova época de 2012/2013 não vamos cometer os mesmos erros do passado: não vamos para estágio com 50 jogadores, vamos manter a espinha dorsal da equipa, não vamos ter um plantel de 27 jogadores, não vamos comprar um camião de jogadores novos, não vamos ter 8 n.º 10 no plantel, e as nossas escolhas de jogadores vão ser muito mais criteriosas uma vez que só iremos comprar jogadores com inequívoca qualidade".
A sério, no meio dessas compras todas não se arranjou por aí um novo Presidente?
Meus caros, para o ano (lá para 2013, portanto) há mais.
No entanto faço-o envolto num profundo pessimismo. Afinal, que outro estado de espírito me é permitido se vejo António Carraça voltar a um lugar onde não foi particularmente feliz, quando temos Nuno Gomes sair pela porta pequena ao mesmo tempo que retumbantes nulidades (atendendo ao rendimento da época passada) como Weldon ou Kardec fazem a pré-época ou olho para as sucessivas apresentações de novos jogadores na Luz e penso se voltámos ao tempo em que comprávamos por atacado?
Estarei novamente na minha cadeira de sonho. Infelizmente, sem grandes ilusões.
Talvez agora percebam o meu post anterior. É bom que LFV e Jesus consigam fazer com que o Benfica seja campeão. Mais uma época como a que tivémos e vão os dois pelo caminho para onde atiraram o Nuno. E pelo andar da carruagem - com 20 contratações e um plantel com 50 jogadores - estamos mesmo no bom caminho, não haja dúvidas...
A partir de hoje sou frontalmente Anti-Vieira. Farei tudo o que puder (é certo, não posso muito, só os meus 20 votos) para, tal como ontem corremos outra pessoa dos lugares do poder, pormos o inefasto Vieira do Benfica fora.
Não tenham pena. Ele terá muito mais tempo para visitar as Taças que o clube de que é associado nos ganhou esta temporada.
"Como nos seus tempos áureos o Benfica prepara-se para desintegrar o balneário e construir outro de raiz.
Ou seja, tudo o que deveria ter aprendido nos últimos anos, está novamente a pôr em causa. Quando se muda mais de meio plantel por época é porque se deseja cometer um harakiri pouco saudável. No meio de investigações sobre os contratos do sr. Roberto e do sr. Júlio César, o presidente encarnado, o sr. Luís Filipe Vieira acha que o clube se distraiu por ter andado em festa constante após ter ganho a Liga. É verdade. Poderíamos até dizer mais: começou a ser irresponsável ainda antes de a ganhar, pois era evidente que o sr. Di Maria e o sr. Ramires iam sair e não tratou, a tempo, de contratar jogadores à altura para os seus lugares. E quando, inevitavelmente, o sr. David Luiz foi embora, o que estava à mão era o sr. Jardel. Isto para já não falar desse milagre da engenharia financeira ou de visão empresarial, consoante a opinião, que foi a aquisição do sr. Roberto.
Ou seja: o Benfica, com o sr. Vieira mais ou menos perto do futebol, continua a ser um clube amador para quem deseja estar a lutar sempre pelo título e quer regressar em força aos palcos europeus. Para ter acontecido isso este ano o sr. Jorge Jesus teria de não ter pensado que era um enviado celestial à Terra e a equipa teria de não ter começado o campeonato sem substitutos à altura para quem tinha saído. Os erros pagam-se caro. E a miserável participação na Liga, na Liga dos Campeões e o estertor de uma equipa sem ideias e sem força física e anímica frente ao Sporting de Braga mostram que esta foi uma temporada perdida.
Para contrabalançar este desastre, o sr. Vieira promete estar mais perto do futebol encarnado, como se nunca tivesse tido nada a ver com ele. E está a operar mais uma das famosas tácticas desastrosas: compra-se meia equipa e empandeira-se outra metade. Este ano a política tem uma "nuance": com os apertos da UEFA o clube foi repescar alguns bons valores que tem tido a rodar noutros clubes. Mas que dificilmente terão espaço no 11 inicial que, mais uma vez, parecerá uma Legião Estrangeira sem uma espinha dorsal credível. Bastava o sr. Vieira olhar para o Barcelona e para o Real Madrid para perceber qual o modelo a seguir. Ou, simplesmente, bastava adaptar o que faz o FC Porto.
A acreditar na imprensa desportiva vão aportar à Luz mais uma dúzia e meia de craques de todas as nacionalidades, que não vão ser adquiridos porque é preciso um excelente defesa-esquerdo para colmatar a saída do sr. Coentrão, um médio direito para substituir o sr. Ramires (ou o sr. Salvio) e um defesa-central para o lado do sr. Luisão. O Benfica compra por atacado, sem rigor e, sobretudo, com pouca inteligência. Não é um clube de futebol. É uma loja dos 300."
Parece-me bem a apresentação de documentos (quem não deve não teme), mas não faz sentido pormenorizar sobre quem devem recair as investigações, já que se há dúvidas, devem investiguar-se todos os clubes e o exemplo sobre Seara era dispensável. Ainda assim, uma entrevista interessante.
Um amigo sugeriu o seguinte: "Sai noticia caluniosa? Conferência de imprensa, documentos na mesa e acção judicial contra os autores da noticia. Aliás, as queixas crime deviam poder ser acompanhadas através do site do SLB para não cairem no esquecimento."
Íamos começar a ver os jornalistas avençados a arrepiarem caminho num instante...
Quem é o responsável efectivo pelo futebol do Benfica? Vamos voltar ao passado, ou estamos apenas a assistir à preparação do terreno para receber o Palmelão?
O Braga entrou em campo com a plena consciência do que tinha de fazer, e jogou os primeiros minutos de forma a consegui-lo. Após o golo, geriu os acontecimentos.
O que é que nos faltou? Eu diria praticamente tudo. A nossa exibição foi tão pálida como as camisolas que usámos. Ontem não era apenas mais um jogo, era uma meia final de uma competição europeia! E por isso é INADMÍSSIVEL que não tenha havido um pingo de brio, raça ou querer na maioria dos jogadores. Como sócio posso desculpar uma má exibição, mas não perdoo o conformismo que se viu ontem.
E agora, há que olhar de forma crítica para esta época, perceber o que se passou para passarmos de uma época fantástica para uma miserável e corrigir os erros.
PS: Se todos fossem assim, estávamos muito bem servidos!
Vinha com intenções de escrever que hoje era uma vergonha ser do Benfica. Infelizmente, já nem isso me é permitido: esta coisa amorfa e enfadonha que defrontou o Braga, com as excepções de Fábio Coentrão e de Luisão, não é o Benfica. O Benfica era uma coisa que, pelo que vi hoje, já não existe. E talvez já não exista há algum tempo. Cegos de nós que ainda vimos.
Apetece-me dizer muita coisa de e a Jorge Jesus, mas creio que lhe chega ficar ligado àquela que é, para mim, a pior época da história do Benfica: a época em que fomos o Sporting. Com a diferença de que o Sporting, ao menos, chegou às finais e lutou até ao fim. Nós não: nós preferimos ser ridicularizados pelo clube da corrupção e pelo clube da coacção nas meias. Quando já só nós éramos responsáveis por lá chegar. Agora baixamos a cabeça e ouvimos, caladinhos, o que criminosos têm a dizer sobre nós. Fizemos tudo por merecê-lo. A começar, desculpem-me as evidências, pelo treinador. O mesmo que agora diz que está apaixonado pelo Benfica mas que no início da época acenava com propostas de terceiros. Mas voltemos ao que não interessa: isto era o Braga. O Braga. Repito, porque talvez não tenha sido claro: O BRAGA. Uma equipa de merda, que o ano passado foi associada a malas de dinheiro, que este ano é associada a coacção a árbitros, enfim, uma cópia chapada do Fóculporto. Até na capacidade de nos fazer corar de vergonha.
Venham-me agora com as vossas lérias das reconstruções, do verdadeiro benfiquismo e da união. União em torno de quê? Reconstrução?! Andamos há dez anos a reconstruir-nos! Verdadeiro benfiquismo? Até que ponto é que o verdadeiro benfiquismo se assemelha a levar biqueiradas nos testículos? E até que ponto é que, depois de três, ainda temos de erguer a cabeça e dizer: dêem-me mais, que eu gosto, porque eu sou um verdadeiro benfiquista. Estas meninas levam biqueiradas e desistem logo, mas eu não: eu sou do Benfica, caralho! Massacrem-mos, que é para isso que eu cá estou.
Para mim, francamente, já chega. A vida tem certamente coisas mais interessantes para fazer do que prestar atenção a quem não a quer e, acima de tudo, a quem não a merece. Doravante as quotas vão ficar por pagar. O Estado belga e o seu sistema fiscal já me chulam que chegue e estes, ao menos, ainda retribuem de algum modo. Podem também poupar na minha águia de prata. Chamem-lhe frustração, desalento, humilhação: o fracasso tem vários nomes e nenhum deles costumava ser Sport Lisboa e Benfica, o Glorioso. Hoje foi. Hoje é. A partir de hoje já não quero ver como será. Conservo o cartão em homenagem ao meu avô, que não só viu o verdadeiro Benfica, como o considerou digno de transmissão ao seu neto.
De resto, nada. Os agradecimentos são óbvios: aos que me leram, aos que me comentaram e, sobretudo, àqueles com quem escrevi. A bola é vossa, pessoal. Não se deixem de goleadas.
Ao contrário de Coentrão, não quero que esta época caia no esquecimento. É vital que os muitos erros e falhas de gestão desportiva não se voltem a repetir, sob pena de apagar definitivamente os alicerces conseguidos com o campeonato da época passada.
Porra, estes espanhóis são mesmo insensíveis. Então não percebem que o árbitro está com problemas pelo que teve de pedir "ajuda matrimonial" ao flatulento?